CID F22.0: Transtorno delirante

F22.0 é o código da CID-10 para transtorno delirante, na categoria F22 (transtornos delirantes persistentes), do capítulo V (transtornos mentais e comportamentais).

Fonte: CID-10, DATASUS · Atualizado em 29/10/2026

F22.0
Categoria
F22 Transtornos delirantes persistentes
Grupo
F20–F29 Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes
Capítulo
V Transtornos mentais e comportamentais
Na guia TISS
F220, sem ponto

Outros códigos de F22

O que diz a CID-10 sobre o F22.0

Transtorno caracterizado pela ocorrência de uma idéia delirante única ou de um conjunto de idéias delirantes aparentadas, em geral persistentes e que por vezes permanecem durante o resto da vida. O conteúdo da idéia ou das idéias delirantes é muito variável. A presença de alucinações auditivas (vozes) manifestas e persistentes, de sintomas esquizofrênicos tais como idéias delirantes de influência e um embotamento nítido dos afetos, e a evidência clara de uma afecção cerebral, são incompatíveis com o diagnóstico. Entretanto, a presença de alucinações auditivas ocorrendo de modo irregular ou transitório, particularmente em pessoas de idade avançada, não elimina este diagnóstico, sob condição de que não se trate de alucinações tipicamente esquizofrênicas e de que elas não dominem o quadro clínico.

Inclui

  • Delírio sensitivo de auto-referência [Sensitive Beziehungswahn]
  • Estado paranóico
  • Parafrenia (tardia)
  • Paranóia
  • Psicose paranóica

Exclui

  • esquizofrenia paranóide (F20.0)
  • personalidade paranóica (F60.0)
  • psicose paranóide psicogênica (F23.3)
  • reação paranóide (F23.3)

CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.

Como usar o F22.0

No atestado

Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

Usar F22.0 num atestado Usar F22.0 num atestado

Mais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.

Na guia TISS

O código vai sem o ponto: F220.

No SUS

Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista F22.0 no SIGTAP.[2]

Procedimentos do SUS que aceitam F22.0

22 procedimentos do SIGTAP aceitam F22.0. Aqui estão os 20 mais específicos, os que aceitam menos CIDs.[2]

Recebeu um atestado com F22.0?

O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.

É médico? A Aura sugere o CID no atestado.

Perguntas sobre o F22.0

O que significa o CID F22.0?

F22.0 significa transtorno delirante, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de F22 (transtornos delirantes persistentes). A CID-10 descreve o código assim: “Transtorno caracterizado pela ocorrência de uma idéia delirante única ou de um conjunto de idéias delirantes aparentadas, em geral persistentes e que por vezes permanecem durante o resto da vida.”

Quais são os outros códigos de F22?

F22.8 (outros transtornos delirantes persistentes) e F22.9 (transtorno delirante persistente não especificado).

Qual a diferença entre F22.0 e F22.9?

Pelos nomes oficiais, F22.0 é transtorno delirante, e F22.9 é transtorno delirante persistente não especificado. Os dois ficam na categoria F22.

Pode colocar o CID F22.0 no atestado?

Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

O CID F22.0 dá direito a afastamento?

Não. O código F22.0 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]

Como informar o F22.0 na guia TISS?

Sem o ponto: F220.

[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.

[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.

[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.

Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.

As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.

CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.

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O CID só entra com a concordância do paciente, registrada no prontuário.