CID T86.1: Falência ou rejeição de transplante de rim
T86.1 é o código da CID-10 para falência ou rejeição de transplante de rim, na categoria T86 (falha e rejeição de órgãos e tecidos transplantados), do capítulo XIX (lesões, envenenamento e algumas outras conseqüências de causas externas).
Outros códigos de T86
- T86.0Rejeição a transplante de medula óssea
- T86.1Falência ou rejeição de transplante de rim
- T86.2Falência ou rejeição de transplante de coração
- T86.3Falência ou rejeição de transplante duplo de coração e pulmão
- T86.4Falência ou rejeição de transplante de fígado
- T86.8Outra insuficiência ou rejeição de outros órgãos ou tecidos transplantados
- T86.9Falência e rejeição a transplante de órgão ou tecido não especificado
Como usar o T86.1
No atestado
Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
Usar T86.1 num atestado Usar T86.1 num atestadoMais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.
Na guia TISS
O código vai sem o ponto: T861.
No SUS
23 medicamentos do Componente Especializado (CEAF) aceitam T86.1 no SIGTAP. Eles são pedidos pela LME.[2]
- 06.04.28.010-6Metilprednisolona 500 mg injetavel (por ampola)
- 06.04.31.001-3Imunoglobulina humana 0,5 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.002-1Imunoglobulina humana 1,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.003-0Imunoglobulina humana 2,5 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.004-8Imunoglobulina humana 3,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.005-6Imunoglobulina humana 5,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.006-4Imunoglobulina humana 6,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.32.001-9Everolimo 0,5 mg (por comprimido)
- 06.04.32.002-7Everolimo 0,75 mg (por comprimido)
- 06.04.32.003-5Everolimo 1 mg (por comprimido)
- 06.04.32.005-1Micofenolato de mofetila 500 mg (por comprimido)
- 06.04.32.006-0Micofenolato de sodio 180 mg (por comprimido)
- 06.04.32.007-8Micofenolato de sodio 360 mg (por comprimido)
- 06.04.32.008-6Sirolimo 1 mg (por dragea)
- 06.04.32.009-4Sirolimo 2 mg (por dragea)
- 06.04.34.001-0Ciclosporina 10 mg (por capsula)
- 06.04.34.002-8Ciclosporina 25 mg (por capsula)
- 06.04.34.003-6Ciclosporina 50 mg (por capsula)
- 06.04.34.004-4Ciclosporina 100 mg (por capsula)
- 06.04.34.005-2Ciclosporina 100 mg/ml solucao oral (por frasco de 50 ml)
- 06.04.34.006-0Tacrolimo 1 mg (por capsula)
- 06.04.34.007-9Tacrolimo 5 mg (por capsula)
- 06.04.53.001-3Azatioprina 50 mg (por comprimido)
Procedimentos do SUS que aceitam T86.1
22 procedimentos do SIGTAP aceitam T86.1. Aqui estão os 20 mais específicos, os que aceitam menos CIDs.[2]
- 06.03.08.027-8Everolimo 0,5 mg para transplante (por comprimido)
- 06.03.08.028-6Everolimo 0,75 mg para transplante (por comprimido)
- 06.03.08.029-4Everolimo 1 mg para transplante (por comprimido)
- 05.05.02.009-2Transplante de rim (orgao de doador falecido)
- 05.05.02.010-6Transplante de rim (orgao de doador vivo)
- 05.01.07.013-3Exames para inclusão em lista de candidatos a transplante de rim
- 04.09.01.021-9Nefrectomia total
- 03.05.01.018-2Treinamento de paciente submetido a dialise peritoneal - DPAC-DPA (9 dias)
- 03.05.01.002-6Diálise peritoneal intermitente DPI (máximo 2 sessões por semana)
- 03.05.01.010-7Hemodiálise (máximo 3 sessões por semana)
- 03.05.01.011-5Hemodiálise em paciente com sorologia positiva para HIV e/ou hepatite B e/ou hepatite C (máximo 3 sessões por semana)
- 03.05.01.016-6Manutenção e acompanhamento domiciliar de paciente submetido a DPA /DPAC
- 04.18.01.001-3Confeccao de fistula arterio-venosa c/ enxertia de politetrafluoretileno (ptfe)
- 04.18.01.002-1Confeccao de fistula arterio-venosa c/ enxerto autologo
- 04.18.01.003-0Confeccao de fistula arterio-venosa p/ hemodialise
- 04.18.01.004-8Implante de cateter de longa permanência p/ hemodialise
- 04.18.01.008-0Implante de cateter tipo tenckhoff ou similar p/ DPA/DPAC
- 04.18.02.001-9Intervencao em fístula arterio-venosa
- 04.18.02.002-7Ligadura de fistula arterio-venosa
- 05.06.02.005-3Tratamento de intercorrência pós-transplante de rim - pós transplante crítico
Recebeu um atestado com T86.1?
O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.
Perguntas sobre o T86.1
O que significa o CID T86.1?
T86.1 significa falência ou rejeição de transplante de rim, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de T86 (falha e rejeição de órgãos e tecidos transplantados).
Quais são os outros códigos de T86?
T86.0 (rejeição a transplante de medula óssea), T86.2 (falência ou rejeição de transplante de coração), T86.3 (falência ou rejeição de transplante duplo de coração e pulmão), T86.4 (falência ou rejeição de transplante de fígado), T86.8 (outra insuficiência ou rejeição de outros órgãos ou tecidos transplantados) e T86.9 (falência e rejeição a transplante de órgão ou tecido não especificado).
Qual a diferença entre T86.1 e T86.9?
Pelos nomes oficiais, T86.1 é falência ou rejeição de transplante de rim, e T86.9 é falência e rejeição a transplante de órgão ou tecido não especificado. Os dois ficam na categoria T86.
Pode colocar o CID T86.1 no atestado?
Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
O CID T86.1 dá direito a afastamento?
Não. O código T86.1 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]
Como informar o T86.1 na guia TISS?
Sem o ponto: T861.
[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.
[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.
[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.
Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.
CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.
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