CID T91.3: Seqüelas de traumatismo de medula espinhal
T91.3 é o código da CID-10 para seqüelas de traumatismo de medula espinhal, na categoria T91 (seqüelas de traumatismos do pescoço e do tronco), do capítulo XIX (lesões, envenenamento e algumas outras conseqüências de causas externas).
Outros códigos de T91
- T91.0Seqüelas de traumatismo superficial e ferimento do pescoço e do tronco
- T91.1Seqüelas de fratura de coluna vertebral
- T91.2Seqüelas de outra fratura do tórax e da pelve
- T91.3Seqüelas de traumatismo de medula espinhal
- T91.4Seqüelas de traumatismo de órgãos intratorácicos
- T91.5Seqüelas de traumatismo de órgãos intra-abdominais e órgãos pélvicos
- T91.8Seqüelas de outros traumatismos especificados do pescoço e do tronco
- T91.9Seqüelas de traumatismo não especificado do pescoço e do tronco
O que diz a CID-10 sobre o T91.3
Inclui
- Seqüelas de traumatismo classificado em S14.0-S14.1, S24.0-S24.1, S34.0-S34.1 e T09.3
CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.
Como usar o T91.3
No atestado
Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
Usar T91.3 num atestado Usar T91.3 num atestadoMais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.
Na guia TISS
O código vai sem o ponto: T913.
No SUS
Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista T91.3 no SIGTAP.[2]
Procedimentos do SUS que aceitam T91.3
76 procedimentos do SIGTAP aceitam T91.3. Aqui estão os 20 mais específicos, os que aceitam menos CIDs.[2]
- 03.03.13.001-6Atendimento a paciente sob cuidados prolongados devido a causas externas
- 04.08.06.001-8Alongamento / encurtamento miotendinoso
- 04.08.03.025-9Artrodese toraco-lombo-sacra anterior, tres niveis,
- 07.01.02.062-8Almofada de assento para prevenção de úlceras de pressão em células de ar
- 04.08.03.091-7Artrodese cervical / cervico torácica posterior quatro níveis
- 04.08.03.005-4Artrodese cervical / cervico-torácica posterior tres níveis
- 03.03.19.001-9Tratamento em reabilitacao
- 04.08.03.009-7Artrodese cervical anterior cinco níveis
- 04.08.03.010-0Artrodese cervical anterior quatro níveis
- 07.01.02.063-6Almofada de assento para cadeira de rodas para prevenção de úlceras de pressão - simples
- 04.08.03.071-2Tratamento cirúrgico de deformidade da coluna via anterior seis níveis
- 04.08.03.001-1Artrodese cervical / cervico torácica posterior cinco niveis
- 04.08.03.026-7Artrodese toraco-lombo-sacra posterior um nível
- 04.08.03.027-5Artrodese toraco-lombo-sacra posterior três niveis
- 04.08.03.030-5Artrodese toraco-lombo-sacra posterior, quatro níveis,
- 04.08.03.072-0Tratamento cirúrgico de deformidade da coluna via anterior sete níveis
- 04.08.03.024-0Artrodese toraco-lombo-sacra anterior dois niveis
- 04.08.03.029-1Artrodese toraco-lombo-sacra posterior, dois níveis,
- 04.08.03.023-2Artrodese toraco-lombo-sacra anterior um nível
- 04.08.03.031-3Artrodese toraco-lombo-sacra posterior, seis níveis,
Recebeu um atestado com T91.3?
O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.
Perguntas sobre o T91.3
O que significa o CID T91.3?
T91.3 significa seqüelas de traumatismo de medula espinhal, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de T91 (seqüelas de traumatismos do pescoço e do tronco).
Quais são os outros códigos de T91?
T91.0 (seqüelas de traumatismo superficial e ferimento do pescoço e do tronco), T91.1 (seqüelas de fratura de coluna vertebral), T91.2 (seqüelas de outra fratura do tórax e da pelve), T91.4 (seqüelas de traumatismo de órgãos intratorácicos), T91.5 (seqüelas de traumatismo de órgãos intra-abdominais e órgãos pélvicos), T91.8 (seqüelas de outros traumatismos especificados do pescoço e do tronco) e T91.9 (seqüelas de traumatismo não especificado do pescoço e do tronco).
Qual a diferença entre T91.3 e T91.9?
Pelos nomes oficiais, T91.3 é seqüelas de traumatismo de medula espinhal, e T91.9 é seqüelas de traumatismo não especificado do pescoço e do tronco. Os dois ficam na categoria T91.
Pode colocar o CID T91.3 no atestado?
Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
O CID T91.3 dá direito a afastamento?
Não. O código T91.3 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]
Como informar o T91.3 na guia TISS?
Sem o ponto: T913.
[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.
[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.
[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.
Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.
As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.
CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.
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