CID B21: Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV], resultando em neoplasias malignas
B21 é a categoria da CID-10 de doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV], resultando em neoplasias malignas, no capítulo I (algumas doenças infecciosas e parasitárias). Ela tem 7 subcategorias, de B21.0 a B21.9.
Subcategorias de B21
- B21.0Doença pelo HIV resultando em sarcoma de Kaposi
- B21.1Doença pelo HIV resultando em linfoma de Burkitt
- B21.2Doença pelo HIV resultando em outros tipos de linfoma não-Hodgkin
- B21.3Doença pelo HIV resultando em outras neoplasias malignas dos tecidos linfático, hematopoético e correlatos
- B21.7Doença pelo HIV resultando em múltiplas neoplasias malignas
- B21.8Doença pelo HIV resultando em outras neoplasias malignas
- B21.9Doença pelo HIV resultando em neoplasia maligna não especificada
Na tabela
- Notificação
- Agravo de notificação no SIGTAP
No atestado
Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
Usar B21 num atestado Usar B21 num atestadoMais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.
No SUS
Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista B21 no SIGTAP.[2]
Procedimentos do SUS que aceitam B21
10 procedimentos do SIGTAP aceitam B21.[2]
- 09.08.01.001-0OCI avaliação diagnóstica inicial de síndromes respiratórias
- 09.08.01.002-8OCI progressão da avaliação diagnóstica de síndromes respiratórias
- 09.08.01.003-6OCI avaliação diagnóstica inicial de síndrome neurológica
- 09.08.01.004-4OCI progressão da avaliação diagnóstica de síndrome neurológica
- 09.08.01.005-2OCI avaliação diagnóstica inicial de síndrome mucocutânea
- 09.08.01.006-0OCI progressão da avaliação diagnóstica de síndrome mucocutânea
- 09.08.01.008-7OCI progressão da avaliação diagnóstica de síndrome consumptiva
- 09.08.01.007-9OCI avaliação diagnóstica inicial de síndrome consumptiva
- 03.01.04.017-6Inserção do implante subdérmico liberador de etonogestrel
- 03.01.04.018-4Retirada do implante subdérmico liberador de etonogestrel
Outras categorias de B20–B24
- B20Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV], resultando em doenças infecciosas e parasitárias10 códigos
- B21Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV], resultando em neoplasias malignas7 códigos
- B22Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV] resultando em outras doenças especificadas4 códigos
- B23Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV] resultando em outras doenças4 códigos
- B24Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV] não especificada
Recebeu um atestado com B21?
O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.
Perguntas sobre o B21
O que significa o CID B21?
B21 significa doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV], resultando em neoplasias malignas, pelo nome oficial da CID-10. É uma categoria do capítulo I (algumas doenças infecciosas e parasitárias).
Quais são os tipos de CID B21?
A categoria B21 tem 7 subcategorias: B21.0 (doença pelo HIV resultando em sarcoma de Kaposi), B21.1 (doença pelo HIV resultando em linfoma de Burkitt), B21.2 (doença pelo HIV resultando em outros tipos de linfoma não-Hodgkin), B21.3 (doença pelo HIV resultando em outras neoplasias malignas dos tecidos linfático, hematopoético e correlatos), B21.7 (doença pelo HIV resultando em múltiplas neoplasias malignas), B21.8 (doença pelo HIV resultando em outras neoplasias malignas) e B21.9 (doença pelo HIV resultando em neoplasia maligna não especificada).
Pode colocar o CID B21 no atestado?
Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
O CID B21 dá direito a afastamento?
Não. O código B21 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]
[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.
[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.
[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.
Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.
CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.
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