CID F45.3: Transtorno neurovegetativo somatoforme

F45.3 é o código da CID-10 para transtorno neurovegetativo somatoforme, na categoria F45 (transtornos somatoformes), do capítulo V (transtornos mentais e comportamentais).

Fonte: CID-10, DATASUS · Atualizado em 29/10/2026

F45.3
Categoria
F45 Transtornos somatoformes
Grupo
F40–F48 Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o "stress" e transtornos somatoformes
Capítulo
V Transtornos mentais e comportamentais
Na guia TISS
F453, sem ponto

Outros códigos de F45

O que diz a CID-10 sobre o F45.3

O paciente atribui seus sintomas a um transtorno somático de um sistema ou de órgão inervado e controlado, em grande parte ou inteiramente, pelo sistema neurovegetativo: sistema cardiovascular, gastrointestinal, respiratório e urogenital. Os sintomas são habitualmente de dois tipos, sendo que nenhum dos dois indica transtorno somático do órgão ou do sistema referido. O primeiro tipo consiste de queixas a respeito de um hiperfuncionamento neurovegetativo, por exemplo palpitações, transpiração, ondas de calor ou de frio, tremores, assim como por expressão de medo e perturbação com a possibilidade de uma doença física. O segundo tipo consiste de queixas subjetivas inespecíficas e variáveis, por exemplo dores e sofrimentos, e sensações de queimação, peso, aperto e inchaço ou distensão, atribuídos pelo paciente a um órgão ou sistema específico.

Inclui

  • Astenia neurocirculatória
  • Formas psicogênicas (de um) (de uma): aerofagia, cólon irritável, diarréia, dispepsia, disúria, flatulência, hiperventilação, piloroespasmo, polaciúria, soluço, tosse
  • Neurose: cardíaca, gástrica
  • Síndrome de Da Costa

Exclui

  • fatores psicológicos e comportamentais associados a transtornos físicos classificados em outra parte (F54)

CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.

Como usar o F45.3

No atestado

Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

Usar F45.3 num atestado Usar F45.3 num atestado

Mais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.

Na guia TISS

O código vai sem o ponto: F453.

Na tabela

Causa básica de óbito
Não usar como causa básica de óbito

No SUS

Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista F45.3 no SIGTAP.[2]

Procedimentos do SUS que aceitam F45.3

20 procedimentos do SIGTAP aceitam F45.3.[2]

Recebeu um atestado com F45.3?

O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.

É médico? A Aura sugere o CID no atestado.

Perguntas sobre o F45.3

O que significa o CID F45.3?

F45.3 significa transtorno neurovegetativo somatoforme, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de F45 (transtornos somatoformes). A CID-10 descreve o código assim: “O paciente atribui seus sintomas a um transtorno somático de um sistema ou de órgão inervado e controlado, em grande parte ou inteiramente, pelo sistema neurovegetativo: sistema cardiovascular, gastrointestinal, respiratório e urogenital.”

Quais são os outros códigos de F45?

F45.0 (transtorno de somatização), F45.1 (transtorno somatoforme indiferenciado), F45.2 (transtorno hipocondríaco), F45.4 (transtorno doloroso somatoforme persistente), F45.8 (outros transtornos somatoformes) e F45.9 (transtorno somatoforme não especificado).

Qual a diferença entre F45.3 e F45.9?

Pelos nomes oficiais, F45.3 é transtorno neurovegetativo somatoforme, e F45.9 é transtorno somatoforme não especificado. Os dois ficam na categoria F45.

Pode colocar o CID F45.3 no atestado?

Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

O CID F45.3 dá direito a afastamento?

Não. O código F45.3 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]

Como informar o F45.3 na guia TISS?

Sem o ponto: F453.

[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.

[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.

[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.

Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.

As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.

CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.

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O CID só entra com a concordância do paciente, registrada no prontuário.