CID D83.2: Imunodeficiência comum variável com auto-anticorpos às células B ou T
D83.2 é o código da CID-10 para imunodeficiência comum variável com auto-anticorpos às células B ou T, na categoria D83 (imunodeficiência comum variável), do capítulo III (doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários).
Outros códigos de D83
- D83.0Imunodeficiência comum variável com predominância de anormalidades do número e da função das células B
- D83.1Imunodeficiência comum variável com predominância de transtornos imunorregulatórios de células T
- D83.2Imunodeficiência comum variável com auto-anticorpos às células B ou T
- D83.8Outras imunodeficiências comuns variáveis
- D83.9Imunodeficiência comum variável não especificada
Como usar o D83.2
No atestado
Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
Usar D83.2 num atestado Usar D83.2 num atestadoMais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.
Na guia TISS
O código vai sem o ponto: D832.
No SUS
6 medicamentos do Componente Especializado (CEAF) aceitam D83.2 no SIGTAP. Eles são pedidos pela LME.[2]
- 06.04.31.001-3Imunoglobulina humana 0,5 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.002-1Imunoglobulina humana 1,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.003-0Imunoglobulina humana 2,5 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.004-8Imunoglobulina humana 3,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.005-6Imunoglobulina humana 5,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.006-4Imunoglobulina humana 6,0 g injetavel (por frasco)
Procedimentos do SUS que aceitam D83.2
13 procedimentos do SIGTAP aceitam D83.2.[2]
- 05.05.01.006-2Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de sangue periférico - não aparentado
- 05.05.01.004-6Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical de não aparentado
- 05.05.01.002-0Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de medula óssea - não aparentado
- 05.05.01.003-8Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical de aparentado
- 03.04.01.056-1Radioterapia em corpo inteiro
- 05.01.07.017-6Teste de quimerismo pós-transplante alogênico de medula óssea
- 05.01.02.003-9Confirmaçao de identificação de receptor de células tronco hematopoéticas
- 05.01.02.004-7Identificação/confirmação de receptor de células tronco hematopoéticas
- 05.05.01.001-1Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de medula óssea - aparentado
- 05.01.07.016-8Teste de quimerismo pré-transplante alogênico de medula óssea
- 05.01.05.001-9Avaliação de reatividade do receptor contra painel em receptores hipersensibilizados de órgãos
- 04.06.02.062-0Retirada de cateter de longa permanência semi ou totalmente implantável
- 04.06.02.007-8Implantação de cateter de longa permanência semi ou totalmente implantavel (procedimento principal)
Recebeu um atestado com D83.2?
O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.
Perguntas sobre o D83.2
O que significa o CID D83.2?
D83.2 significa imunodeficiência comum variável com auto-anticorpos às células B ou T, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de D83 (imunodeficiência comum variável).
Quais são os outros códigos de D83?
D83.0 (imunodeficiência comum variável com predominância de anormalidades do número e da função das células B), D83.1 (imunodeficiência comum variável com predominância de transtornos imunorregulatórios de células T), D83.8 (outras imunodeficiências comuns variáveis) e D83.9 (imunodeficiência comum variável não especificada).
Qual a diferença entre D83.2 e D83.9?
Pelos nomes oficiais, D83.2 é imunodeficiência comum variável com auto-anticorpos às células B ou T, e D83.9 é imunodeficiência comum variável não especificada. Os dois ficam na categoria D83.
Pode colocar o CID D83.2 no atestado?
Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
O CID D83.2 dá direito a afastamento?
Não. O código D83.2 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]
Como informar o D83.2 na guia TISS?
Sem o ponto: D832.
[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.
[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.
[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.
Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.
CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.
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