CID F80.3: Afasia adquirida com epilepsia [síndrome de Landau-Kleffner]

F80.3 é o código da CID-10 para afasia adquirida com epilepsia [síndrome de Landau-Kleffner], na categoria F80 (transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem), do capítulo V (transtornos mentais e comportamentais).

Fonte: CID-10, DATASUS · Atualizado em 29/10/2026

F80.3
Categoria
F80 Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem
Grupo
F80–F89 Transtornos do desenvolvimento psicológico
Capítulo
V Transtornos mentais e comportamentais
Na guia TISS
F803, sem ponto

Outros códigos de F80

O que diz a CID-10 sobre o F80.3

Transtorno no qual a criança, tendo feito anteriormente progresso normal no desenvolvimento da linguagem, perde tanto a habilidade de linguagem receptiva quanto expressiva, mas mantém uma inteligência normal; a ocorrência do transtorno é acompanhada de anormalidades paroxísticas no EEG, e na maioria dos casos há também convulsões epilépticas. Usualmente o início se dá entre os três e os sete anos, sendo que as habilidades são perdidas no espaço de dias ou de semanas. A associação temporal entre o início das convulsões e a perda de linguagem é variável com uma precedendo a outra (ou inversamente) por alguns meses a dois anos. Tem sido sugerido como possível causa deste transtorno um processo inflamatório encefalítico. Cerca de dois terços dos pacientes permanecem com um déficit mais ou menos grave da linguagem receptiva.

Exclui

CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.

Como usar o F80.3

No atestado

Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

Usar F80.3 num atestado Usar F80.3 num atestado

Mais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.

Na guia TISS

O código vai sem o ponto: F803.

No SUS

Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista F80.3 no SIGTAP.[2]

Procedimentos do SUS que aceitam F80.3

18 procedimentos do SIGTAP aceitam F80.3.[2]

Buscas relacionadas

Recebeu um atestado com F80.3?

O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.

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Perguntas sobre o F80.3

O que significa o CID F80.3?

F80.3 significa afasia adquirida com epilepsia [síndrome de Landau-Kleffner], pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de F80 (transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem). A CID-10 descreve o código assim: “Transtorno no qual a criança, tendo feito anteriormente progresso normal no desenvolvimento da linguagem, perde tanto a habilidade de linguagem receptiva quanto expressiva, mas mantém uma inteligência normal; a ocorrência do transtorno é acompanhada de anormalidades paroxísticas no EEG, e na maioria dos casos há também convulsões epilépticas.”

Quais são os outros códigos de F80?

F80.0 (transtorno específico da articulação da fala), F80.1 (transtorno expressivo de linguagem), F80.2 (transtorno receptivo da linguagem), F80.8 (outros transtornos de desenvolvimento da fala ou da linguagem) e F80.9 (transtorno não especificado do desenvolvimento da fala ou da linguagem).

Qual a diferença entre F80.3 e F80.9?

Pelos nomes oficiais, F80.3 é afasia adquirida com epilepsia [síndrome de Landau-Kleffner], e F80.9 é transtorno não especificado do desenvolvimento da fala ou da linguagem. Os dois ficam na categoria F80.

Pode colocar o CID F80.3 no atestado?

Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

O CID F80.3 dá direito a afastamento?

Não. O código F80.3 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]

Como informar o F80.3 na guia TISS?

Sem o ponto: F803.

[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.

[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.

[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.

Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.

As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.

CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.

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O CID só entra com a concordância do paciente, registrada no prontuário.