CID F80.2: Transtorno receptivo da linguagem

F80.2 é o código da CID-10 para transtorno receptivo da linguagem, na categoria F80 (transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem), do capítulo V (transtornos mentais e comportamentais).

Fonte: CID-10, DATASUS · Atualizado em 29/10/2026

F80.2
Categoria
F80 Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem
Grupo
F80–F89 Transtornos do desenvolvimento psicológico
Capítulo
V Transtornos mentais e comportamentais
Na guia TISS
F802, sem ponto

Outros códigos de F80

O que diz a CID-10 sobre o F80.2

Transtorno específico do desenvolvimento no qual a capacidade de compreensão da linguagem pela criança está abaixo do nível correspondente à sua idade mental. Em quase todos os casos, a linguagem expressiva estará também marcadamente prejudicada e são comuns anormalidades na articulação.

Inclui

  • Agnosia auditiva congênita
  • Surdez verbal
  • Transtorno de desenvolvimento (do tipo): afasia de Wernicke, afasia ou disfasia de compreensão (receptiva)

Exclui

  • afasia adquirida com epilepsia [Landau-Kleffner] (F80.3)
  • autismo (F84.0-F84.1)
  • disfasia e afasia: SOE (R47.0), do desenvolvimento, tipo expressivo (F80.1)
  • mutismo eletivo (F94.0)
  • retardo (de): aquisição de linguagem devido à surdez (H90-H91), mental (F70-F79)
  • transtorno global do desenvolvimento (F84.-)

CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.

Como usar o F80.2

No atestado

Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

Usar F80.2 num atestado Usar F80.2 num atestado

Mais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.

Na guia TISS

O código vai sem o ponto: F802.

No SUS

Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista F80.2 no SIGTAP.[2]

Procedimentos do SUS que aceitam F80.2

18 procedimentos do SIGTAP aceitam F80.2.[2]

Recebeu um atestado com F80.2?

O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.

É médico? A Aura sugere o CID no atestado.

Perguntas sobre o F80.2

O que significa o CID F80.2?

F80.2 significa transtorno receptivo da linguagem, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de F80 (transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem). A CID-10 descreve o código assim: “Transtorno específico do desenvolvimento no qual a capacidade de compreensão da linguagem pela criança está abaixo do nível correspondente à sua idade mental.”

Quais são os outros códigos de F80?

F80.0 (transtorno específico da articulação da fala), F80.1 (transtorno expressivo de linguagem), F80.3 (afasia adquirida com epilepsia [síndrome de Landau-Kleffner]), F80.8 (outros transtornos de desenvolvimento da fala ou da linguagem) e F80.9 (transtorno não especificado do desenvolvimento da fala ou da linguagem).

Qual a diferença entre F80.2 e F80.9?

Pelos nomes oficiais, F80.2 é transtorno receptivo da linguagem, e F80.9 é transtorno não especificado do desenvolvimento da fala ou da linguagem. Os dois ficam na categoria F80.

Pode colocar o CID F80.2 no atestado?

Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]

O CID F80.2 dá direito a afastamento?

Não. O código F80.2 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]

Como informar o F80.2 na guia TISS?

Sem o ponto: F802.

[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.

[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.

[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.

Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.

As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.

CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.

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O CID só entra com a concordância do paciente, registrada no prontuário.