CID Q77.2: Síndrome das costelas curtas
Q77.2 é o código da CID-10 para síndrome das costelas curtas, na categoria Q77 (osteocondrodisplasia com anomalias de crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral), do capítulo XVII (malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas).
Outros códigos de Q77
- Q77.0Acondrogenesia
- Q77.1Nanismo tanatofórico
- Q77.2Síndrome das costelas curtas
- Q77.3Condrodisplasia puntacta
- Q77.4Acondroplasia
- Q77.5Displasia diastrófica
- Q77.6Displasia condroectodérmica
- Q77.7Displasia espondiloepifisária
- Q77.8Outras osteocondrodisplasias com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral
- Q77.9Osteocondrodisplasia não especificada com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral
O que diz a CID-10 sobre o Q77.2
Inclui
- Displasia torácica asfixiante (síndrome de Jeune)
CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.
Como usar o Q77.2
No atestado
Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
Usar Q77.2 num atestado Usar Q77.2 num atestadoMais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.
Na guia TISS
O código vai sem o ponto: Q772.
No SUS
Nenhum medicamento do Componente Especializado (CEAF) lista Q77.2 no SIGTAP.[2]
Procedimentos do SUS que aceitam Q77.2
8 procedimentos do SIGTAP aceitam Q77.2.[2]
- 04.08.03.008-9Artrodese cervical anterior C1-C2 via trans-oral / extra-oral
- 04.08.03.012-7Artrodese cervical posterior C1-C2
- 04.08.03.074-7Tratamento cirúrgico de fratura nivel C1 - C2 por via anterior (osteossintese)
- 03.01.01.019-6Avaliação clínica para diagnóstico de doenças raras - eixo I: 1-anomalias congênitas ou de manifestação tardia
- 04.08.03.004-6Artrodese cervical / cervico-torácica posterior seis níveis
- 04.08.03.002-0Artrodese cervical / cervico-torácica posterior um nível
- 04.08.03.003-8Artrodese cervical / cervico-torácica posterior dois níveis
- 03.03.11.001-5Tratamento das malformacoes e deformidades congenitas do sistema osteomuscular
Recebeu um atestado com Q77.2?
O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.
Perguntas sobre o Q77.2
O que significa o CID Q77.2?
Q77.2 significa síndrome das costelas curtas, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de Q77 (osteocondrodisplasia com anomalias de crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral).
Quais são os outros códigos de Q77?
Q77.0 (acondrogenesia), Q77.1 (nanismo tanatofórico), Q77.3 (condrodisplasia puntacta), Q77.4 (acondroplasia), Q77.5 (displasia diastrófica), Q77.6 (displasia condroectodérmica), Q77.7 (displasia espondiloepifisária), Q77.8 (outras osteocondrodisplasias com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral) e Q77.9 (osteocondrodisplasia não especificada com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral).
Qual a diferença entre Q77.2 e Q77.9?
Pelos nomes oficiais, Q77.2 é síndrome das costelas curtas, e Q77.9 é osteocondrodisplasia não especificada com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral. Os dois ficam na categoria Q77.
Pode colocar o CID Q77.2 no atestado?
Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
O CID Q77.2 dá direito a afastamento?
Não. O código Q77.2 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]
Como informar o Q77.2 na guia TISS?
Sem o ponto: Q772.
[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.
[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.
[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.
Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.
As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.
CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.
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