CID D82.1: Síndrome de Di George
D82.1 é o código da CID-10 para síndrome de Di George, na categoria D82 (imunodeficiência associada com outros defeitos "major"), do capítulo III (doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários).
Outros códigos de D82
- D82.0Síndrome de Wiskott-Aldrich
- D82.1Síndrome de Di George
- D82.2Imunodeficiência com encurtamento de membros
- D82.3Imunodeficiência que se segue à resposta hereditária defeituosa ao vírus de Epstein-Barr (EB)
- D82.4Síndrome da hiperimunoglobulina E [IgE]
- D82.8Imunodeficiências associadas com outros defeitos "major" especificados
- D82.9Imunodeficiência associada com defeitos "major" não especificados
O que diz a CID-10 sobre o D82.1
Inclui
- Alinfoplasia tímica
- Aplasia ou hipoplasia tímica com imunodeficiência
- Síndrome da bolsa faríngea
CID-10, volume 1 (lista tabular), Organização Mundial da Saúde; tradução do CBCD (FSP-USP), edição eletrônica do DATASUS.
Como usar o D82.1
No atestado
Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
Usar D82.1 num atestado Usar D82.1 num atestadoMais sobre o atestado: o guia Atestado médico digital e os modelos de atestado.
Na guia TISS
O código vai sem o ponto: D821.
No SUS
6 medicamentos do Componente Especializado (CEAF) aceitam D82.1 no SIGTAP. Eles são pedidos pela LME.[2]
- 06.04.31.001-3Imunoglobulina humana 0,5 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.002-1Imunoglobulina humana 1,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.003-0Imunoglobulina humana 2,5 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.004-8Imunoglobulina humana 3,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.005-6Imunoglobulina humana 5,0 g injetavel (por frasco)
- 06.04.31.006-4Imunoglobulina humana 6,0 g injetavel (por frasco)
Procedimentos do SUS que aceitam D82.1
16 procedimentos do SIGTAP aceitam D82.1.[2]
- 05.05.01.006-2Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de sangue periférico - não aparentado
- 05.05.01.004-6Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical de não aparentado
- 05.05.01.002-0Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de medula óssea - não aparentado
- 03.01.01.020-0Avaliação clínica para diagnóstico de doenças raras - eixo I: 2- deficiência intelectual
- 05.05.01.003-8Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical de aparentado
- 03.04.01.056-1Radioterapia em corpo inteiro
- 05.01.07.017-6Teste de quimerismo pós-transplante alogênico de medula óssea
- 05.01.02.003-9Confirmaçao de identificação de receptor de células tronco hematopoéticas
- 05.01.02.004-7Identificação/confirmação de receptor de células tronco hematopoéticas
- 05.05.01.001-1Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas de medula óssea - aparentado
- 05.01.07.016-8Teste de quimerismo pré-transplante alogênico de medula óssea
- 05.01.05.005-1Identificação de receptor de órgãos
- 05.01.05.001-9Avaliação de reatividade do receptor contra painel em receptores hipersensibilizados de órgãos
- 03.01.01.019-6Avaliação clínica para diagnóstico de doenças raras - eixo I: 1-anomalias congênitas ou de manifestação tardia
- 04.06.02.062-0Retirada de cateter de longa permanência semi ou totalmente implantável
- 04.06.02.007-8Implantação de cateter de longa permanência semi ou totalmente implantavel (procedimento principal)
Recebeu um atestado com D82.1?
O código descreve o diagnóstico que o médico registrou, pelo nome oficial da CID-10. Dúvidas sobre o diagnóstico, pergunte ao médico que assinou o atestado.
Perguntas sobre o D82.1
O que significa o CID D82.1?
D82.1 significa síndrome de Di George, pelo nome oficial da CID-10. É uma subcategoria de D82 (imunodeficiência associada com outros defeitos "major").
Quais são os outros códigos de D82?
D82.0 (síndrome de Wiskott-Aldrich), D82.2 (imunodeficiência com encurtamento de membros), D82.3 (imunodeficiência que se segue à resposta hereditária defeituosa ao vírus de Epstein-Barr (EB)), D82.4 (síndrome da hiperimunoglobulina E [IgE]), D82.8 (imunodeficiências associadas com outros defeitos "major" especificados) e D82.9 (imunodeficiência associada com defeitos "major" não especificados).
Qual a diferença entre D82.1 e D82.9?
Pelos nomes oficiais, D82.1 é síndrome de Di George, e D82.9 é imunodeficiência associada com defeitos "major" não especificados. Os dois ficam na categoria D82.
Pode colocar o CID D82.1 no atestado?
Só em três casos. Pela Resolução CFM 2.381/2024, o diagnóstico, codificado ou não, só entra no atestado por justa causa, dever legal ou pedido do paciente. Se ele pedir, escreva a concordância dele no atestado e registre no prontuário.[1]
O CID D82.1 dá direito a afastamento?
Não. O código D82.1 não dá afastamento por si só. Quem decide se o paciente precisa se afastar, e por quanto tempo, é o médico que o atende, no atestado. Para quem tem carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia, o pedido vai ao INSS, que faz a perícia médica (Lei 8.213/1991, art. 60).[3]
Como informar o D82.1 na guia TISS?
Sem o ponto: D821.
[1] Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.381/2024, sobre a emissão de documentos médicos: sistemas.cfm.org.br.
[2] DATASUS, SIGTAP, competência 10/2026: os procedimentos e os medicamentos do Componente Especializado (CEAF) que aceitam cada CID. Ver no SIGTAP.
[3] Lei nº 8.213/1991, art. 60, sobre o benefício do INSS por incapacidade: planalto.gov.br.
Fonte: CID-10, DATASUS (Ministério da Saúde), edição de 2008, com os códigos novos do SIGTAP 10/2026. Atualizado em 29/10/2026. Ver na tabela oficial.
As descrições, as inclusões e as exclusões vêm da CID-10, volume 1 (lista tabular), na edição eletrônica do DATASUS.
CID-10: Organização Mundial da Saúde; tradução do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD, Faculdade de Saúde Pública da USP), distribuída pelo DATASUS.
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